REPENSANDO O APRENDIZADO: EM BUSCA DE NOVOS MÉTODOS DE ENSINO.

Márcia Yuri Kawauchi

Márcia Yuri Kawauchi

Sem dúvida alguma, hoje vivenciamos uma era de expressivas e inegáveis inovações. Estas, que se traduzem em transformações nas vidas das pessoas e de como elas passam a interagir no cotidiano. Se pensarmos que até bem pouco tempo, discutíamos a questão de um membro da família ficar no celular, durante as reuniões familiares e, hoje, constatamos que ao lado de cada um, sobre a mesa de jantar, encontram-se os inseparáveis e indispensáveis aparelhos celulares, um para cada um, sejam crianças, adultos ou idosos. Da mesma forma que a tecnologia da comunicação trouxe facilidades para que o tráfego de informações transitasse de forma fácil e ágil, também propiciou uma mudança comportamental em todos nós, queiramos ou não!  Vivenciar os dias atuais significa adaptar-se às novas mudanças que esta tecnologia, invariavelmente, acaba nos impondo. Isto reflete em todas as áreas do conhecimento, particularmente na comunicação professor-aluno e na forma de condução do processo de ensino-aprendizagem dentro da sala de aula. Mas sejamos sinceros! Não há mais somente a sala de aula física que outrora conhecemos.

Esta agora ultrapassa os limites físicos por meio de novas tecnologias de informação e comunicação.

Neste contexto, novos métodos de ensino foram surgindo e, embora o conceito de “metodologia ativa” tenha se difundido entre os educadores como um processo amplo e que tem como característica o aluno como protagonista de seu processo de aprendizagem e o professor como facilitador desse processo, a implementação desses métodos ocorre de forma lenta e gradual. Esta morosidade, provavelmente esteja presente em decorrência da dificuldade de aceitação de mudanças nos métodos educacionais, culturalmente enraizados, tanto por parte de professores como também dos alunos. Além disso, estes métodos acabam exigindo do professor a predisposição de se reinventar e dos alunos, a vontade de ir em busca de soluções. Sair da zona de conforto, assim como dominar estas metodologias, podem ser entendidas como um grande desafio a ser vencido.

Embora eu buscasse mais informações sobre as novas metodologias ativas, foi com surpresa que, logo ao iniciar minhas atividades docentes no Centro Universitário das Faculdades Integradas de Ourinhos – UNIFIO, deparei-me com um curso de capacitação em novas tecnologias e metodologias ativas para os profissionais da educação desta instituição. Vi a oportunidade de aprender e implementar a tão difundida ideia. Prontamente, realizei a minha inscrição e iniciei de imediato o curso. Neste, sob coordenação do Professor Doutor Gilson Aparecido Castadelli, com a participação do professor Guilherme Orlandini e assessorado pela equipe do Núcleo Tecnológico de Educação Aberta (NTEA), pude conhecer os diversos métodos descritos como “metodologias ativas”, bem como as ferramentas para implementá-las, tais como o nearpod, o kahoot e o zoom. Foram seis meses de curso e estes conhecimentos colocados em prática me permitiram e permitem variar, de uma forma muito ampla e enriquecedora, o modo de conduzir minhas aulas hoje. Tudo isso faz parte de uma reconstrução que se aprimora com a experiência. Com a prática, percebemos o método que melhor se adapta para cada tema e para cada público, pois, trata-se de um conceito dinâmico a ser construído, tanto para o professor quanto para o aluno.

          Contudo, reconheço que ainda estou galgando os primeiros passos de um longo e produtivo aprendizado que se renova a cada dia. Nesta semana, pude experimentar uma ferramenta que ainda não havia utilizado em sala de aula, o Zoom. Este tem sido descrito como um dos melhores softwares disponíveis no mercado para videoconferência, oferecendo a melhor qualidade de vídeo, áudio e compartilhamento de tela, podendo ser utilizada com Windows, Mac, iOS, Android, Blackberry e Linux (https//zoom.us). A ideia de utilizar este programa surgiu de repente, quando percebi o quão produtivo seria ter a presença de uma colega de profissão, ainda que distante fisicamente, discutindo sobre assuntos de seu pleno domínio. Com a ajuda de toda a equipe do NTEA, que a propósito estão sempre à disposição, tornou-se possível aplicar esta ferramenta agregando um valor inestimável à discussão, que reuniu alunos e professores dos cursos de Odontologia e Medicina Veterinária, sobre um assunto comum a estas áreas. Presenciamos todos a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade acontecerem de maneira produtiva, clara e eficiente. A partir de ações como esta, seguimos aprendendo e vivenciando novas experiências de aprendizagem.

“Gerar conhecimento, Aprender ao caminhar e Compartilhar saberes”, consiste na missão do NTEA, mas deveria consistir na missão de todos nós.

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